Design gráfico em processos participativos: amarração, rede e marcas
Résumé
A pesquisa tem como objetivo desenvolver a hipótese de que o design é capaz de atuar na construção de um corpo coletivo em processos participativos e elabora três conceitos-movimentos para pensar o projeto gráfico nesses contextos: 1) Desenho como amarração, 2) Grupo como rede e 3) Designer como tradutora de marcas. Os três trabalhos que fundamentam as reflexões apresentadas — Caderno de campo, Cuadernos de Medellín e Mulheres Possíveis — são processos criativos que se filiam a uma vertente de obras que ganharam espaço institucional a partir do início dos anos 90, período de particular florescimento de práticas 'pós-estúdio', definidos como arte participativa (BISHOP, 2012). Em todos, a pesquisadora atua como artista propositora (ou como parte de um coletivo propositor) e também como designer gráfica. O método da cartografia, baseado na proposição de Deleuze e Guattari (1995) e ampliado por diversas autoras e autores (PASSOS, KASTRUP e ESCÓSSIA, 2020) é aplicado para acompanhar os processos analisados e não descrever o que se poderia entender como resultados. Propõe-se no bojo da investigação, um modo de pensamento e escritura por 'alinhavos', que, buscando pensar o design em uma perspectiva ontológica (ESCOBAR, 2016), toma a materialidade de algumas obras artísticas, não apenas referências bibliográficas, para desenvolver os conceitos apresentados.
Citer ce document
Accès au document
Texte intégral en lecture en ligne, réservé aux abonnés SPHAERO et aux membres de l'institution. Se connecter
Voir l'article sur le site de la revueAuteur(s)
Statistiques
Consultations : 1
Téléchargements : 0