PERFIL E SEGUIMENTO DOS CASOS DE ANAFILAXIA EM UM HOSPITAL PEDIÁTRICO EM SÃO PAULO, BRASIL
Résumé
Justificativa A anafilaxia é uma expressão dramática de alergia sistêmica muito pouco estudada na população pediátrica nacional. Objetivo(s) O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência de anafilaxia em um pronto-atendimento de hospital pediátrico privado e conhecer o perfil clínico, desencadeantes, tratamento e seguimento dos casos. Método(s) O estudo foi baseado no levantamento de prontuários de crianças e adolescentes atendidos na unidade de pronto atendimento de 2016 a 2020 que apresentavam algum diagnóstico (CID) potencialmente relacionado. As fichas foram revisadas e as com sintomas compatíveis e histórias sugestiva de anafilaxia, foram considerados como casos prováveis. Em seguida, estes casos foram convidados para participar de uma teleconferência com médico alergista e preenchimento pelo pesquisador de ficha clínica padronizada com informações do episódio, investigação, seguimento e antecedentes. Resultado(s) A incidência de casos prováveis nos 5 anos foi de 0,015%. Dos 69 casos prováveis de anafilaxia, 51 realizaram a teleconferência. Destes, a idade média foi de 5 anos, sendo a alimentação o fator desencadeante mais predominante (62,7%). Um terço dos casos a reação ocorreu em menos de 10 minutos e os sintomas cutâneos estiveram presentes em quase todos os casos (N=50). Asma estava presente em 41,2% e 13,7% tinham história de anafilaxia anterior. 37,3% receberam prescrição de adrenalina intramuscular e 64,7% realizaram investigação no seguimento. 76,5% dos pais tem medo de uma nova reação. Conclusão(ões) A incidência de casos prováveis foi baixa e os alimentos foram o gatilho mais implicado. O uso de adrenalina intramuscular ainda foi aquém do recomendado.
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